História
Inicialmente fundada em meados de 1920 com uma éguada maioritariamente árabe, pela mão de João e Justino de Vilhena (pai e tio de Maria Adelaide Sousa de Vilhena d’Andrade) que com o tempo, foram cruzando com cavalos de toureio da época, nomeadamente, “Temporal” de Mestre João Núncio. Dessa práctica, nasceram cavalos com excelentes aptidões de toureio que serviram de montada aos irmãos Vilhena, ambos cavaleiros tauromáquicos amadores, discípulos do Mestre Miranda. A coudelaria foi extinta em 1971 ficando o ferro desactivado por dez anos servindo apenas como marca da casa agrícola, ainda então, sediada na Herdade do Porto Mouro em Ferreira do Alentejo, ainda hoje pertença da Família.
Em 1981, Ruy Vasconcellos e Souza d’Andrade, adquire um núcleo de dez éguas a seu pai, Eng. Fernando Sommer D’Andrade, instalando-as na Quinta do Calvel, propriedade pertença de então sua esposa, Maria Adelaide de Vilhena d’Andrade. A introdução dos garanhões, todos de ferro Andrade, Vidago, Urco, Delírio e Faneca contribuiu para perpetuar uma linhagem bem conhecida quando se fala de “Lusitanos”. Assim nasceu a Coudelaria Vilhena d’Andrade, situada numa Quinta situada nos arredores de Torres Vedras que remonta dos meados do séc. XVIII., que tem como objectivo continuar o trabalho de Dr. Ruy d’Andrade e Eng. Fernando Sommer d’Andrade.
O Cavalo Andrade
Coudelaria fundada pelo Arquitecto Alfredo Reis d’Andrade, no Sec. IX (1894) com éguas de origem ‘Pura Raça Espanhola’, da estirpe de ‘Zapata’ e selecçionadas desde então por 4 gerações de descendentes directos. Particular influencia teve na manutenção, aperfeiçoamento por selecção e preservação das caracteristicas e carácter ancestrais da raça, o avô e bisavô dos actuais representantes da família, Dr. Ruy d’Andrade. Autor da maioria das publicações técnicas sobre cavalos Ibéricos, os estudos neles exarados ainda hoje se consideram como pedras basilares na orientação da criação de cavalos em Portugal e Espanha, bem como em todos os países onde o cavalo Ibérico esteja representado. Foi seu filho, Engª Fernando de Sommer d’Andrade,
o grande promotor e divulgador daquele que hoje e conhecido como cavalo Lusitano. Iniciou as exportações de cavalos da sua linhagem, abrindo mercados na Europa e E.U.A., onde durante muito tempo eram os únicos conhecidos. A geração seguinte divulgou nacional e internacionalmente os cavalos da linha d’Andrade em disciplinas tão diversas como o toureio, o concurso de obstáculos e o concurso completo de equitação. Muitos foram os cavaleiros do mais alto gabarito a utilizar cavalos desta linha na disciplina de dressage, como Mestre Nuno de Oliveira e Mestre Miguel Távora e Mestre Guilherme Borba, entre outros. Pura, na sua estirpe de Zapata, sem qualquer cruzamento com animais oriundos de outra estirpe ou raça, os diversos ramos em que
a coudelaria se ramificou manteem até aos dias de hoje o foco na criaçao de cavalos polivalentes, com um caracter que os torna fáceis de utilizar seja em que disciplina fôr, da atrelagem à dressage,do toureio ao salto de obstáculos,como melhoradores de coudelarias nacionais e estrangeiras, podendo dizer sem medo que esta linha está presente na maioria dos criadores portugueses actuais quer directa quer indirectamente por descendentes de cavalos d’Andrade, como é o caso da Coudelaria de Alter, Casa Cadaval e tantos outros. Alheios as correntes da moda os cavalos d’Andrade,sendo a única linha pura Espanhola em Portugal, continua a ser um dos pilares incontornáveis da raça Lusitana.